Confesso já ter tido por muitas vezes, medo dos meus próprios pensamentos, muitos deles obscuros, insanos e cruéis. Tive medo do meu eu, sendo realmente sincera, ainda tenho um certo receio em muitos momentos de minha vida, até porque, por mais que eu lute para conseguir me entender comigo mesma, mais me surpreendo ao longo do caminho.
Todo os dias me apresento a mim mesma de várias maneiras e formas diferentes. Nova roupagem, muitos adereços. Ao longo do dia tento me manipular, ludibriar e me convencer. A maior mentira e o pior convencimento é dado de mim pra mim, é o contraponto verdadeiro da consciência total entre o bem e o mal , o certo e o errado. A ética simples e de fato questionando as minhas crenças. Sou formada pelo porção da luz e da escuridão e em vista disso descubro a necessidade de escolher qual caminho devo seguir e fazer uma nova construção.
Ainda pior que o pobre homem que oscilava entre o nobre médico e o corrupto monstro, ele ainda privilegiava da opção de tomar ou não a poção transformadora em algum momento....,ou ainda a clássica estória de Doriam Gray, onde a face do horror ficava escondida em um sótão trancafiada. A arte de poder esconder a mórbida e terrível face é a grande arma do indíviduo, Por isso continuo a temer.
Em que momento a onipotência transgride totalmente a grandeza do entendimento do Ser êfemero? Como se a vida se resumisse a um lindo baile de máscaras, onde exibo a máscara mais glamurosa e desejada da festa em uma dança interminável.Onde ora a uso e em outra não. A que se baseia perante ao fato de que tudo pode ter mais de uma versão, e o mundo ingênuamente acredita em exclusividade de veracidade, talvez por esse ser o caminho mais fácil de entrega e crença. É tênue e perigosa a linha entre ser o homem bom com todas suas boas maneiras, e ser o homem egoísta e sem escrúpulos incrédulo de evolução interior.
Normalmente depois das primeiras grandes conquistas e da maravilhosa sensação de poder onde o próprio umbigo vira o centro do universo, ignorando o fato de que somos apenas mais um, e que esse um, é totalmente passageiro, e que a semente fabricada por nós é que perpetua... continuamos a nos comportar sem culpas, até porque, minha geração é absolvida em seu máximo,fomos criados para ser o supra sumo do alterego. Na verdade até a palavra culpa, já não é mais bem vista nas relações modernas. Não que acredite que todos tenhamos que nos chibatear no final de cada dia por nossas infelizes ações, mas que sim precisamos ter responsabilidade solícita por tudo que forma vida, em toda sua amplitude. Eu também tenho meu próprio umbigo.
No dia que eu puder morder meu próprio coração e sentir a força de minha mândibula aí sim quem sabe eu tenha plena noção de quem eu sou, posso morrer envenenada pelo meu próprio sangue ou descobrir gosto novo.Se mea culpa merece ser conquistada, que o mundo abra horizontes, porque nem só de branco e beleza o digno é feito..
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Muito bom KI!!!! Isso ae!!! Continua assim!!!! Beijao!!!!
ResponderExcluiramado!!!!
ResponderExcluirconfesso q gostei muito das palvras tuas...
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